Há alguns anos, fiz uma visita a um senhor que havia iniciado estudos bíblicos com um irmão adventista. Entusiasmado com as verdades recém-descobertas, disse-me, logo de cara, que desejava ser batizado. Fiquei feliz com a decisão e o encorajei a continuar estudando a Bíblia. Ao entrar em sua sala, porém, deparei-me com um enorme butsudan, um oratório budista diante do qual ele costumava orar. Ele me contou que havia abraçado essa fé anos antes, motivado pela curiosidade. Depois de várias conversas e estudos bíblicos, ficou convencido de que deveria seguir Jesus como único Salvador. Graças a Deus, algum tempo depois, aquele senhor aceitou a verdade, abandonou o “altar conhecido” e foi batizado.
Quando fiz a primeira visita, não imaginava que encontraria um cenário como aquele. Essa experiência me mostrou a importância de compreender diferentes contextos religiosos, a fim de compartilhar o evangelho de maneira mais eficaz. Em um mundo cada vez mais globalizado, crenças, culturas e tradições que antes pareciam distantes estão mais próximas de nós do que imaginamos. Por isso, conhecer diferentes religiões e saber como abordá-las é um imperativo para o século 21, especialmente diante do crescente incentivo à missão transcultural.
De acordo com as Escrituras, devemos ser luz para as nações (Is 49:6; At 13:47), levando o evangelho a todo o mundo (Mt 28:19; Ap 14:6). Essa dinâmica se expressa em movimentos centrífugos e centrípetos, como a própria Bíblia demonstra. O movimento centrífugo é o chamado para ir: Deus chamou Abraão para uma terra desconhecida (Gn 12:1-3), Jesus enviou setenta discípulos a várias cidades (Lc 10:1), a igreja apostólica se espalhou para anunciar o evangelho (At 8:4), entre outros exemplos. O movimento centrípeto, por sua vez, ocorre quando as nações são atraídas para Deus por meio do testemunho do Seu povo, como no caso da rainha de Sabá, que viajou a Jerusalém para ouvir Salomão (1Rs 10:1-9), e do etíope, que buscava compreender as Escrituras (At 8:26-39). Estamos cumprindo a missão em ambas as dimensões?
Gosto das palavras de Jesus a Paulo, em um contexto de missão transcultural: “Não tenha medo. Pelo contrário, fale e não fique calado, porque Eu estou com você, e ninguém ousará lhe fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade” (At 18:10). A realidade de Corinto era desafiadora: havia oposição, resistência, barreiras culturais e perigos físicos. Ainda assim, Cristo mostrou a Paulo que a missão não dependia da força humana, mas do poder do Espírito. A expressão “Eu estou com você” ecoa a promessa da Grande Comissão e acompanha todos aqueles que saem da própria zona de conforto e vão para a zona de confronto da missão.
A frase “tenho muito povo nesta cidade” também se aplica a nós hoje. Há pessoas sinceras ao nosso redor, de diferentes culturas e religiões, que estão ao alcance da graça de Deus. Como pastores, somos chamados a anunciar o evangelho a uma só voz, usando as ferramentas de que dispomos para conduzi-las ao “Autor e Consumidor da nossa fé” (Hb 12:2). Ellen White escreveu: “Tomemos a resolução de fazer tudo que está ao nosso alcance para comunicar a luz aos que se acham ao nosso redor” (Maranata [CPB, 2021], p. 105).
Seja na Janela 10/40 ou na porta ao lado da nossa casa, nossa missão é testemunhar.Quando fiz a primeira visita, não imaginava que encontraria um cenário como aquele. Essa experiência me mostrou a importância de compreender diferentes contextos religiosos, a fim de compartilhar o evangelho de maneira mais eficaz. Em um mundo cada vez mais globalizado, crenças, culturas e tradições que antes pareciam distantes estão mais próximas de nós do que imaginamos. Por isso, conhecer diferentes religiões e saber como abordá-las é um imperativo para o século 21, especialmente diante do crescente incentivo à missão transcultural.
De acordo com as Escrituras, devemos ser luz para as nações (Is 49:6; At 13:47), levando o evangelho a todo o mundo (Mt 28:19; Ap 14:6). Essa dinâmica se expressa em movimentos centrífugos e centrípetos, como a própria Bíblia demonstra. O movimento centrífugo é o chamado para ir: Deus chamou Abraão para uma terra desconhecida (Gn 12:1-3), Jesus enviou setenta discípulos a várias cidades (Lc 10:1), a igreja apostólica se espalhou para anunciar o evangelho (At 8:4), entre outros exemplos. O movimento centrípeto, por sua vez, ocorre quando as nações são atraídas para Deus por meio do testemunho do Seu povo, como no caso da rainha de Sabá, que viajou a Jerusalém para ouvir Salomão (1Rs 10:1-9), e do etíope, que buscava compreender as Escrituras (At 8:26-39). Estamos cumprindo a missão em ambas as dimensões?
Gosto das palavras de Jesus a Paulo, em um contexto de missão transcultural: “Não tenha medo. Pelo contrário, fale e não fique calado, porque Eu estou com você, e ninguém ousará lhe fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade” (At 18:10). A realidade de Corinto era desafiadora: havia oposição, resistência, barreiras culturais e perigos físicos. Ainda assim, Cristo mostrou a Paulo que a missão não dependia da força humana, mas do poder do Espírito. A expressão “Eu estou com você” ecoa a promessa da Grande Comissão e acompanha todos aqueles que saem da própria zona de conforto e vão para a zona de confronto da missão.
A frase “tenho muito povo nesta cidade” também se aplica a nós hoje. Há pessoas sinceras ao nosso redor, de diferentes culturas e religiões, que estão ao alcance da graça de Deus. Como pastores, somos chamados a anunciar o evangelho a uma só voz, usando as ferramentas de que dispomos para conduzi-las ao “Autor e Consumidor da nossa fé” (Hb 12:2). Ellen White escreveu: “Tomemos a resolução de fazer tudo que está ao nosso alcance para comunicar a luz aos que se acham ao nosso redor” (Maranata [CPB, 2021], p. 105).
Seja na Janela 10/40 ou na porta ao lado da nossa casa, nossa missão é testemunhar.
Errata: Na edição de setembro/outubro, informamos que o entrevistado James Howard é líder dos departamentos de Escola Sabatina e Ministério Pessoal da sede mundial da Igreja Adventista. No entanto, o pastor Howard é atualmente presidente da Rádio Mundial Adventista.
Milton Andrade, editor da Revista Ministério
